:: flores raras e banalíssimas ::

não sou a elisabeth bishop
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:: terça-feira, agosto 10, 2004 ::

A Louca morava numa casa sem porta numa rua do centro da cidade gigante. A casa, de 2 cômodos e 25 metros quadrados, estava cercada de construções monumentais feitas em vidro e ligas metálicas, e eram habitadas exclusivamente por empresas que trabalhavam em turnos durante 24 horas por dia. A Louca não conseguia dormir porque as luzes das empresas estavam sempre acesas e ela não sabia mais quando era dia ou noite. Por isso a Louca não morria, porque aquele dia eterno não acabava e portanto nunca chegava o amanhecer do dia da sua morte. A Louca estava lá só esperando, sem poder sair de casa, sem poder relaxar e morrer.


:: Charlotte Sometimes 10:15 a.m. [+] ::
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:: segunda-feira, agosto 09, 2004 ::

ela andava de nariz empinado e cara de propaganda de perfume, se achando com pó de arroz no rosto, chanel nos pulsos, rosa púrpura atrás da orelha, sapatos de flamenco, colo de sofia loren, passadas de cid charisse, alcance de tempestade solar, efeito de uma winchester. E todos aqueles olhares quando ela passava com a barra da saia presa na meia-calça e sua bunda era branca e estava toda de fora.



:: Charlotte Sometimes 3:00 p.m. [+] ::
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